terça-feira, 18 de março de 2014

Poesia para Clevelândia

POESIA PARA CLEVELÂNDIA

Miguel Arnildo Gomes

Das cinzas do acampamento
Espalhadas sobre a pista
Surgiu tenaz Bela Vista
Quando a usar-se de um só perfil
No repontar de um mês de abril
Ou sob o calor de um janeiro
Com esse espírito pioneiro,
Cresceu sem temer jamais.

Pela bravura de alguns imortais
O rincão que ao se fazer forte se enobrece
Como o clamor de uma prece,
Como o esplendor de uma luz.
Pela razão em que se deduz,
Reverenciando a geração de agora
Se agiganta, se deslumbra e se revigora
no resplandecer da vitória.

Clevelândia entrou para a história,
Para prosseguir no mesmo rumo
Quando a usar-se de um só prumo,
Cresce, se emancipa, se enobrece e sintetiza
Por onde se caminha e jamais se desliza,
Ao embasar-se em alguns fundamentos
Quando a buscar-se pelo poder do pensamento
o calor do verso que se estiliza.

Clevelândia tornou-se cidade mãe sudoestina,
Pelas próprias filhas que as gerou.
Pelas belas cidades que as procriou
E que as fez também fortes e emancipadas
Pelas colônias anteriormente formadas,
Hoje, cidades prósperas, altaneiras, e sem jaça,
Quando alicerçadas aos ideais de uma raça,
O presente se fundamenta, se fortalece e se espelha,
Ela beleza da terra fértil e vermelha
E no desenho panorâmico de seus verdes pinheirais.

Hoje a buscar-se no seio de nosso ancestrais,
A firmeza para os dias felizes para onde se encaminha,
Clevelândia, cidade hospitaleira, cidade rainha,
Com o canto dos sabiás, canto das cigarras e coaxar das rãs,
Apontando para a esperança nos dias do amanha,
Nas manifestações de que hoje evidencia-se.

Pelo trabalho que se vive o dia-a-dia,
Pela labuta que hoje torna-se evidente,
A buscar-se no passado, depois unindo-se ao presente.
Clevelândia município mãe, cidade portal,
Na conformidade com espírito jovial
Caminhando para o futuro se fascina,
Pelo paraíso de suas campinas floridas
Pelos leitos de seus rios e riachos que dão vida,
Pela beleza infinita de que se refaz.

Pela consciência estampada em nossas mentes,
A protegermos nossas matas, riachos e nascentes
Ó Clevelândia, te amamos demais.


Poesia - Memórias Sudoestinas

MEMÓRIAS SUDOESTINAS

Poesia Miguel Arnildo Gomes

Sudoeste te saudamos com natural propensão
A proferir com emoção, do culminância que nos brindou
Quando a própria historia nos legou, o que nos trás irmanados
Ao ver presente e passado às vezes não percebidos
Seguirem-se em frente unidos, com rumo e entrelaçados

Sudoeste uma legenda e de uma rústica bagagem
Que nos reflete a imagem do índio valente e nu,
Mais tarde o branco e Xirú traçaram nossas fronteiras,
Na comunhão brasileira ficou publico e notório,
Fez parte de um território que foi chamado Iguaçu.

O sudoeste descrito é do chão araucariano,
Vicinal de los hermanos da Argentina pátria amiga,
Na poesia e na cantiga saudamos com paz e fé,
Para continuar em pé este jardim colossal,
Do Paraná imortal, do povo nobre e soberano.

Saudamos a mulher linda, pela graça e pelo amor,
E o homem trabalhador, o citadino e o roceiro,
Também o rude campeiro, com laços e boleadeiras,
Que um dia cruzou fronteira, sem recuar nunca mais,
E fez Brotar dos mananciais, o seu trabalho pioneiro.

Esta é uma mensagem oferecida ao Sudoeste,
Das belas matas silvestres e lindos campos naturais,
Rincões de amor, vida e paz do canto da gralha azul,
Retalho alegre do Sul, em rudes versos suplicamos,
Ao imutável e Bom Jesus, para que sempre exista luz,
Na terra dos pinheirais.

Mil novecentos e cinquenta e sete
A constar neste rimário
Quando moldou-se o cenário
Do glorioso sudoeste
Numa paixão que se investe
Por caminhos obscuros
Pra dar vazão ao futuro
E implantar a raiz
Sem deixar marcas ou cicatriz
Quando os colonos sem lutas
E com espingardinhas fajutas
Derrotaram os fuzis

Quantos colonos de brio
Permanecem no anonimato
Mas que serviram de aparato
Para o rincão que prospera
Para um povo que lidera
Em fomento e produção
Eis a surpreendente razão
A unir-se o trabalho a dignidade
Que deu origem a modernidade
De onde o tempo não guardou segredos
Onde o progresso chegou mais cedo
Para o bem da humanidade

Os louros destas conquistas
Foram repassadas para nós
Que herdamos de nossos avós
E semeadas entre os descendentes
Para perdurar-se eternamente
Onde em poesias se reveste
Em percepção de cor celeste
Com uma estrela em andamento
A flutuar no firmamento
Em fantasias e no amor
Trazendo luz e esplendor
Ao bem aventurado sudoeste

Salve o colono glorioso
Salve o chão sudoestino
Onde enredou-se o destino
Cheio de ternuras e glórias
Em que alavancou nossa história
Sobre o verde de suas matas
Dos ribeirões e cascatas
Em efeitos extraordinários
Mil vezes mais humanitários
Onde Deus traçou a diretriz
Onde seu povo é feliz
Em suas origens campestres
Para tornar-se hoje o sudoeste
Um imenso orgulho para nosso país


Um linear genealógico

Um Linear Genealógico
  
Na segunda metade do século XVI
Vivia em Beja – Portugal
João Maciel Valente
Casado com Maria Ribeiro
Este casal teve entre seus filhos:
Estevão Ribeiro Baião Parente

Estevão Ribeiro Baião Parente, natural de Beja- Portugal, casou-se aproximadamente no ano de 1599, com Madalena Feijó Madureira, nascida em 1587, da cidade do Porto- Portugal. Estevão faleceu em 29 de novembro de 1679.
Estevão e Madalena tiveram como filhos:
1º Ana Ribeiro.
2º Cecília Ribeiro (x).
3ºLeonor Ribeiro Pedroso.
4º Estevão Ribeiro (O moço, famoso sertanista brasileiro).
5º Ascenso Ribeiro.
6º Pantaleão Ribeiro Pedroso.

Esta família está descrita por Silva Leme
Nos volumes 2 pág. 166 e volume 3 pág. 231 Capitulo 4 de sua genealogia paulistana
A segunda filha de Estevão e Madalena, Cecília Ribeiro Baião, nasceu na cidade do Porto- Portugal, por volta de 1602, e faleceu em 1667 no Brasil. Casou-se com Bernardo de Quadros, natural de Sevilha, na Espanha.
De descendência nobre ocupou cargo de provedor e administrador das minas e foi Juiz de órfãos em São Paulo em 1599, falecendo no Brasil em 1642.
Bernardo e Cecília foram pais de:
1º Ascenso de Quadros.
2º Bartholomeu de Quadros (x).
3º Maria de Quadros.
4º Esthefania de Quadros.
5º Benta das Neves.
6º Bernardo Ribeiro.

Desta descendência, o segundo pela ordem, Bartholomeu de Quadros, é quem nos interessa para esta genealogia.
Segundo a genealogia Paulistana de Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852 – 1919) Volume 7 pág. 166 e 168.
Bartholomeu de Quadros casou-se em 1635, em São Paulo, com Isabel Bicudo de Mendonça, filha do capitão Manuel Pires e Maria Bicudo. Bartholomeu faleceu em São Paulo em 1649.
Descendência de Bartholomeu e Isabel:
1ºAntônio de Quadros.
                2º Bartholomeu de Quadros.
3º Bernardo de Quadros.
4º Maria de Quadros.
5º Cecília Ribeiro.
6º Isabel de Quadros.
7º Anna de Quadros.
8º Estephania de Quadros.
9º Baltazar de Quadros, de quem segue descendência.
Baltazar de Quadros foi casado (x), com quem teve seu filho: Bernardo de Quadros.
Segue descendência de Bernardo de Quadros, que casou-se com Francisca Cubas de Brito em Itú – São Paulo, em 1711, filha de Paulo Proença e Maria Bicudo de Brito.
Filhos de Bernardo e Francisca:
1º Maria de Quadros, casada em Itú – São Paulo em 1730, com João da Costa de Oliveira.
2º Anna Meira de Quadros, casada em Itú – São Paulo em 1742, com João Baptista Pereira Filho.
3º Catarina Diaz Cortez.
4º Antônio Bicudo de Quadros.
Geração de Antônio Bicudo de Quadros, filho de Bernardo e Francisca:
Nascido em Itú – São Paulo em 1712, falecido em Castro no Paraná em 1766. Casou-se com Antônia Pereira dos Santos de Curitiba – Paraná, em 1742, filha de João Baptista Pereira e Catarina Diaz Cortez. Antônia faleceu em 1799 em Castro – Paraná.
De Antônio Bicudo de Quadros e Antônia Pereira descendem:
1º Inácia Pereira de Quadros.
2º Francisca Pereira de Quadros.
3º Anna Pereira de Quadros.
4º Bernardo Pereira de Quadros (x).
5º Luíza Pereira de Quadros.
6º Antônio Pereira de Quadros.
7º Joana Pereira de Quadros.
8º Francisco Pereira de Quadros.
Desta relação, o quarto filho:  Bernardo Pereira de Quadros interessa para este linear.
Bernardo Pereira de Quadros nasceu em Castro – Paraná em 1755, casou-se com Branca Bueno de Morais, natural de Curitiba – Paraná, filha de José Correira de Morais de Atibaia e de Antônia Ribeiro, esta filha de Inácio Taques de Almeida e Margarida da Silva.
De Bernardo e Branca descendem onze filhos:
1ºAnna Florinda, casada com Álvaro Gonçalves Martins.
2º Luzia Maria, nascida em Castro, batizada no dia 18 de setembro de 1785 e falecida em 08 de outubro de 1816 casada com Rodrigo Félix Martins.
3º Reginalda, nascida em Castro no dia 21 de outubro de 1787, casada no dia 08 de Janeiro de 1818 com Rodrigo Félix Martins, viúvo de sua irmã, Luzia Maria.
4º Maria Bueno de Quadros.
5º José Antônio, casado em 25 de dezembro de 1813 com Alda Brandina Ferreira.
6º Francisco Leandro, nascido em 1793, casou-se três vezes e faleceu no dia 27 de fevereiro de 1844.
7º Joaquim Manuel de Quadros (meu tri avô).
8º Bernardo Pereira de Quadros, casado com Anna Claudina Martins, nascida em 1809 em Castro – Paraná.
9º Firmiano de Quadros.
10º Gabriel Pereira de Quadros faleceu nas guerras do Prata.
11º Ana Emília de Quadros casada com seu sobrinho Joaquim Roberto Martins, de quem descende um único filho, Firmino Martins.
Para essa determinada ação, interessa Joaquim Manuel de Quadros sétimo filho pela ordem.
Joaquim Manuel de Quadros foi batizado no dia 10 de Dezembro de 1794, em Castro, casou-se em 29 de Janeiro de 1815 com Pulcehéria Borges de Macedo, filha de Cirino Borges de Macedo e Rosa Maria da Silva, natural de Curitiba.
Consequentemente, Pulcéhria contava entre seus irmãos por parte de pai, José Borges de Macedo, eleito vereador em Castro em 1814. Além de outras diversas e importantes funções, José se tornou o primeiro prefeito de Curitiba, nomeado no dia 21 de Julho de 1835.
Joaquim Manuel e Pulcéhria foram pais de entre outros: Bernardo Antônio de Quadros e Pedro Bueno de Quadros.
Consta que Joaquim Manuel de Quadros, depois de mudar-se para o Planalto Médio do Rio Grande do Sul, região do Jacuyzinho, estabeleceu-se na estância, onde hoje está o povoado de São Bento, tendo confrontações com seu cunhado patriarca Rodrigo Félix Martins e também seu irmão José Antônio de Quadros.
Segue descendência de Bernardo Antônio de Quadros:
Bernardo Antônio de Quadros nasceu por volta de 1830, casou com Felicidade Maria Xavier em 1856, nascida provavelmente em 1841 no distrito de São Luís, Curitiba.
 Felicidade Maria faleceu por volta de 1878, na estância do Bom Sucesso, hoje município de Não-metoque, Rio Grande do Sul. Tinha como pais Francisco Xavier de Castro, nascido na Capela Tamanduá, Campo Largo, no dia 1º de Julho de 1809, falecido em Passo Fundo, fazenda Três Capões em 09 de Outubro de 1908 com 99 anos completos. E Anna Joaquina Marques Ferreira, nascida em Castro 1820, falecida em Passo Fundo no dia 20 de Abril de 1871.
Obs.: Bernardo Antônio de Quadros, é o mesmo Capitão Bernardo de quem se diz:
Possuidor de um espírito generoso, imensamente humanitário, se fez presente durante cinco anos no palco de operações de batalhas no Paraguai a partir de 1865, onde demonstrou coragem, mas principalmente devotou extremo respeito para com seus subordinados, quando em ocasiões especiais os chamava de irmãos. Foi o proprietário e criador da estância de Bom Sucesso próximo a Não-metoque de Seu Possidônio, a partir de 1856.
Capitão Bernardo com o final da guerra recebeu a 16 de Dezembro de 1870, das mãos do Imperador Dom Pedro II, no Rio de Janeiro, a carta de nomeação ao posto de Tenente Coronel, juntamente com uma espada banhada a ouro e prata.
Relação de Filhos de Bernardo Antônio e Felicidade:
1º Maria de Jesus de Quadros, nascida em 1856 em Passo Fundo.
2º Bernardino de Quadros, nascido em Passo Fundo em 24 de Maio de 1858.  Batizado no dia 2 de Junho de 1858 (Bernardino de Quadros faleceu na infância).
3º Bernardina de Quadros, nasceu em 1859 em Passo Fundo.
4º Dinarte de Quadros, nasceu no dia 1º de Maio de 1861, na fazenda Bom Sucesso, região do Jacuyzinho próximo a Não-metoque de Seu Possidônio.
5º Manuel Francisco de Quadros (meu avô) nasceu no dia 24 de Dezembro de 1863 na estância do Bom Sucesso, batizado no dia 26 de Janeiro de 1864, na Capela São Miguel, próximo a Passo Fundo.
Relação de respectivas uniões conjugais dos filhos de Bernardo e Felicidade:
Maria de Jesus e Quadros, casou no início de 1871 com Antônio Ribeiro de Santana Vargas (Nico Vargas), filho de Possidônio Ribeiro de Santana Vargas e Placidina da Rocha. Tiveram como filhos:
- Eulália Vargas, nascida em 1871.
- Josina Vargas, nascida em 1872.
- Augusto Vargas, nascido no dia 10 do Maio de 1875.
- Affonso Vargas, nascido em 1877.
- Ana Vargas, nascida em 1879, provável ano em que Maria de Jesus faleceu.
Bernardina de Quadros, casou em 28 de Agosto de 1878, com Miguel de Santana Vargas (Varguinhas), tiveram como filhos:
- Pureza Vargas.
- Dinarte Vargas.
- Placidina Vargas.
Dinarte de Quadros, casou com Amazília Vargas Martins, filha do Major Maragato Elesbão Félix Martins e Ambrozina Vargas (Zina), em 30 de Abril de 1875.
Manoel Francisco de Quadros casou com sua prima Polsina de Quadros, filha de Firmiano Pereira de Quadros e Galdina Honorata de Quadros, em 29 de Abril de 1885. Tiveram quatro filhos:
- Amália de Quadros, casada em 1906 com Josino Xavier da Cruz. Amália faleceu em 1907, deixando um filho órfão Dinarte Xavier da Cruz.
- Infelizmente a segunda filha de Manuel Francisco e Polsina, não foi possível obter seu nome, nem a relação de descendentes.
- O terceiro filho Aparício de Quadros, casou com Tia Mindosa,  filha de Sabino Flores, tiveram 11 filhos.
- Aladim de Quadros, faleceu solteiro em 1945, com provavelmente 47 anos.
- Polsina faleceu no início do séc. XX.
Manoel Francisco de Quadros conhecido como Sinhosinho (meu avô), voltou a casar com Pedrina Vargas Martins (minha avó), no ano de 1907, filha de Elesbão Félix Martins e Ambrozina Vargas; obs: Pedrina Vargas Martins era Irma de Acólia Vargas Martins, casada com o escritor gaúcho de São Sepé, Clemenciano Barnasque e por sua vez, sobrinha de Pedro Vargas (Pedruca) que foi o fundador de Carazinho, Pedrina tinha como avós paternos José Fidéles Martis e Meringelda Correa. Manoel Francisco e Pedrina foram pais de 7 filhos:
1- Anna Maria de Quadros Gomes, minha mãe.
2- Felicidade de Quadros, faleceu solteira.
3- Adelaide de Quadros, casada com Vergílio da Silva, falecida em Palmeira das Missões, por volta de 1969.
4- Capitão Elesbão de Quadros, nascido por volta de 1918 em Carazinho, falecido no dia 06 do junho de 1995, em Esteio Rio Grande do Sul, era casado com Tia Chinica.
5- Ambrozina de Quadros casada com ... com quem teve dois filhos, Jorge e Eva, hoje todos falecidos.
6- Bernardo Antônio de Quadros, nascido em Bom Sucesso no dia 11 do 09 de 1921, falecido em Novo Hamburgo no dia 06 do 07 de 1995. Teve em primeira união Maria, com quem teve dois filhos. Em Segunda união Tia Eva, com quem teve seis filhos e grande descendência.
7- Adalberto de Quadros, nascido por volta de 1925, em Carazinho, casado com Tia Maria, com quem teve uma filha. Adalberto faleceu no final da década de 1990, em Goiânia- GO.
- Anna Maria de Quadros, filha primogênita de Manoel Francisco (Sinhosinho) e Pedrina Vargas Martins, é quem interessa para esse trabalho.
Anna Maria de Quadros (Anita), nasceu em Carazinho em 28 de Dezembro de 1907, faleceu em Não-metoque em 1º de Julho de 1984. Casou-se em 24 de Junho de 1925 em Almirante Tamandaré do Sul com Artur Baptista Gomes, natural de Rincão dos Valos-Cruz Alta, nascido em 07 de Abril de 1900, falecido em Carazinho no dia 04 de Fevereiro de 1962.
Artur Baptista Gomes teve como pais: Manoel Gomes de Souza e Glaciliana Leopoldina Baptista. Ele filho de Lucas Souza Neto e Maria de Deus Gomes. Ela filha de João Baptista do Amaral e Frátiz Pinto Martins.
Artur Baptista Gomes e Anna Maria de Quadros foram pais de 14 filhos, dos quais 11 eram vivos em 1962, ano de falecimento de Artur.
Relação de Filhos de Artur Baptista Gomes e Anna Maria de Quadro Gomes:
1º Luís de Quadros Gomes, nascido a 20 de Março de 1926, em, Almirante Tamandaré do Sul, falecido a 5 do 11 de 2009 em Sapucaia do Sul.
2º Maria Laídes Gomes Coradin, nascida em 11 de Setembro de 1927.
3º Francisco Arnoldo Gomes, nascido em 24 de Maio de 1932.
4º Ana Elísia Gomes de Carvalho, nascida a 15 de Setembro de 1933.
5º Terezina Cení Gomes Schwalbrt, nascida a 07 de Abril de 1935.
6º Antônio Carlos Gomes, nascido a 07 de Maio de 1936.
7º Miguel Arnildo Gomes X.
8º Maria Nadir Gomes da Cruz, nascida no dia 20 de Julho de 1941.
9º Adelaide Gomes Sabini, nascida no dia 27 de Novembro de 1943.
10º Jorge Nero Gomes, nascido no dia 31 de Julho de 1946.
11º José Nereu Gomes, nascido em 3 de Setembro de 1948.
Ubilina Gomes (Biloca), nascida no dia 11 de Agosto de 1920, filha adotiva de Artur Baptista e Anna Maria e irmã paterna de Artur Baptista Gomes, falecida solteira no início do séc. XXI.
Segue descendência de Miguel Arnildo Gomes, nascido dia 21 de Outubro de 1939, em Bom Sucesso, Não-metoque. Casou-se no dia 19 de Setembro de 1964 em Colorado, Rio Grande do Sul, com Santa Martins Pinto, nascida no dia 07 de Abril de 1944, em Vista Alegre, Colorado.
Santa Martins Pinto é filha de Santo Martins Pinto, nascido em Cachoeira do Sul no dia 05 de Abril de 1908, falecido em Carazinho no dia 17 de Junho de 1995, filho de Pedro Martins Pinto, nascido em Cachoeira do Sul, falecido em Vista Alegre, Colorado e de Alpálece Dalforno, nascida na Itália, falecida em Tapejara-Rio Grande do Sul. E Maria de Almeida, nascida a 28 de Fevereiro de 1914 em Santa Barbara do Sul, filha de Justino de Almeida e Laura de Almeida, falecida em 24 de agosto de 1988, em Colorado, Rio Grande do Sul.
Miguel Arnildo Gomes e Santa Martins Pinto Gomes, são pais de:
- Artur Jair Pinto Gomes, nascido em 23 de Abril de 1966, em Colorado, Rio Grande do Sul.
- Tovar José Pinto Gomes, nascido no dia 11 de Outubro de 1971 em Carazinho, Rio Grande do Sul.
- Francieli Aparecida Gomes, nascida no dia 22 de Setembro de 1975 em Pato Branco, Paraná.

Até chegar a aproximadamente 450 anos de história na localidade de Beja, Portugal, onde encontramos em 15º Geração João Maciel Valente e Maria Ribeiro.
Agradecemos pela colaboração a Genealogista e por demais laureada escritora Mineira
Maria de Fátima Baptista Quadros
Idealizadora do livro: QUADROS, sua alma e sua gente. Nos caminhos da História.
Membro da academia Divinopolitana de letras;
*Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais;
*Academia Internacional de Lixicografia.
Fundadora e presidente da Confraria Cultural Brasil-Portugal.
Agradecemos também ao pesquisador paranaense e Genealogista, João Edilson Lopes, residente em Ponta Grossa, Paraná. Por informações significativamente precisas que me foram passadas.

Trabalhos de digitação:
Leonardo Miguel dos Santos Gomes
Marília Beatriz dos Santos Gomes
Maurício Vicente Alves
Ezequiel Scheffer Gomes, filho de Francisco Arnoldo Gomes e Sônia Mara Scheffer, casados em segunda união de ambos.

REFERÊNCIAS
Origem; Wikipédia e Enciclopédia Livre
Livro: Raízes e Pioneirismo do Planalto Médio, escrito por Rozelis Vellozo Roderjan. Que segundo o saudoso diretor da empresa jornalística Diário da Manha de Passo Fundo, Diógenes Martins Pinto, trata-se a mesma de estudiosa, criteriosa e renomada historiadora paranaense.
  
Meus agradecimentos a todos que de uma maneira ou outra indistintamente colaboraram para a efetivação deste modesto trabalho que teve como objetivo descobrir a parte fundamental de minhas raízes.
Clevelândia, 28 de janeiro de 2014


Poema - Tostado Malacara

Tostado Malacara
                                                           Poesia Crioula
Miguel Arnildo Gomes


Em um determinado tempo atrás
Comprei um potro tostado
Quando a montar dos dois lados
Nunca me negou estrivo
Mais se parecia um saci redivivo
Um serelepe irrequieto
Pra ser sincero ou correto
Jamais encontrei outro igual.

Mais tarde deixou de ser bagual
A receber castração
Por tornar-se de minha estimação
Também de excepcional valia
Pela imensurável serventia
O amarrei nos tentos do meu coração.

É um cavalo exuberante
O qual não quero diminuir
Junto ao quaro de dormir
Em momentos de ousadias
Fiz a sua estrebaria
Construída com tabuas de pinho
De onde sempre tratei com carinho
O animal que encilho.

Dando-lhe alfafa, aveia, milho
E cenoura por sobremesa
Sem me importar com despesas
Que poderão advir
Pois outro igual, esta por vir
Em toda esta redondeza.

Este animal originou-se
Das raças Crioula e Quartodemilha
Que apartei de uma tropilha
Por ser o mais belo e ostentoso
Nas guampas de um boi barroso
Joguei a primeira armada
Quando o boi em disparada
Cruzou por dentro de um valo.

Eu enriba do cavalo
Me fiz rei neste momento
Já cheio de argumentos
Fui segurando aos pouquitos
Pra depois pregar um grito
Ta preso o bicho nos tentos.

Virei pra frente a guaiaca
Passei os cobres pro dono
Que era um taura com entono
E jeito de gente graúda
Onde sem precisar de ajuda
Efetuei solito a transação
No final desta questão
Que foi fração de um segundo.

Me senti afinal, dono deste mundo
Quando a partir daquele dia
Minha vida passou a ter regalias
Em uma felicidade que a nada se compara
Quando levei a cabresto o malacara
Para morar pra sempre em minha estrebaria.

Jamais conheci outro igual
 Bem ágil mas de extrema confiança
Servindo ate para as crianças
Pra ir ao povoado ou na venda
Buscar alguma encomenda
 Mas sem precisar de retovo.

Comprar um bico pro guri mais novo
Quando a situação nos reclama
Alguns palmos de fumo em rama
Urinol, querosene e Lampião
Dando-nos nítida impressão
Que tudo é a pedido da patroa
Mais um frasco de canha, da bem boa
Pra nós beber com limão.

Quantas vezes que até nem me lembro
Em que venci torrenciais e enchentes
Só pra mostrar pra minha gente
O quanto eu era gabola
Hoje a própria saudade me consola
Não desmerecendo a ilusão de moço
Quando dava tapinhas no pescoço
Agradecendo ao tostado.

A me sentir um herói condecorado
Sem ser agraciado e sem sutilezas
 Quando retornava a correnteza
Para a minha redenção
Sentindo a notória convicção
Onde a própria alma se lava
Em triunfos regressava
São e salvo pro galpão.

Sem fazer comparação
Porque a nada se compara
O meu tostado malacara
É um fenomenal cavalo
Com ele nunca errei pealo
Onde o entusiasmo se agarra
Pealando até de cucharra
E a jogar de sobre lombo
Em tempo algum levei tombos
Em meu trabalho ou na farra.

No rumo da incerteza
É onde o ginete se estampa
É donde a vaidade se acampa
Sem dar um beliscão de espora
Disparando campo a fora
No linear de um arremesso
Onde o cavalo bom tem preço
Onde a verdade não se ignora.

Quantas vidas a mais originou-se
Em que a natureza se propõe e realiza
Onde a Inteligência se notabiliza
A compararmos humanos e irracionais
A confrontarmos somos todos animais
Apenas diferentes na faculdade de entender.

Onde desprovidos da magia do saber
São eles impulsionados pelo poder do instinto
A relinchar quando estão famintos
A pedir rédeas em momentos de euforia
A demonstrar que são passíveis de alegrias
Sempre guiados pela força do instintivo

Até parecem-se com duendes redivivos
Que voltam á tona em plena era espacial
Simbolizados de maneira superficial
Pelo meu Malacara das quatro patas brancas
Com uma mancha tordilha sobre a anca
Numa gravura projetada ao natural

A pressentir éguas em cio
Ainda se assanha o tostado
Por vezes ignorado
Por vezes incompreendido
Radicalmente adormecido
A exercitar a própria peça
Eu já fiz até promessas
Pro nego do pastoreio
Para que o pingo dos meus arreios
Se conscientize de uma vez.

Mas se um dia mil proezas fez
A tornar-se evidente
Que passe a viver o presente
Sem renegar seu passado
Ao não se tornar mal falado
Pela razão fundamental
Ou pelo principio mais cabal
Para que não recobre os tempos de outrora
E passe a viver unicamente os dias de agora
Esquecendo os tempos em que foi bagual.

Quanta china carregou
Na garupa o malacara
Com uma mansidão bem rara
Mas se precisar chomisco
Mais se parece um corisco
Riscando o céu do universo

No resumir dos meus versos
Que dão vazão a minha vida
Volto na mesma medida
Ao assunto mencionado
Referindo-me ao tostado
O meu coração dispara.

Quando com a verdade se depara
Só em pensar que o malacara
Pra sempre não vai viver
Mas o dia em que ele morrer
E se bandiar para o além
Na rudeza do meu canto
Eu suplico a meu santo
E sintetizo na poesia
Que minha vida tornar-se à vazia
E que eu quero partir também.

Caramba, barbaridade
Porque a aflição me invade
Onde a emoção me judia
Seria a maior covardia
Bater num pingo de ouro
Uma relíquia, um tesouro
Que não se compra a revelia
E não se encontra em pulperias.

Por ser de extremo valor
Não se amarra em cabanas
Porque a má sorte é tirana
Traiçoeira e sem compromisso
Podendo até virar feitiço
Nos olhos de uma xirua
Que por vezes se insinua
A querer enfeitiçá-lo.

Por isso que ao amanoncea-lo
O que faço diariamente
Eu peço ao onipotente
Pela fé em que me seduz
Para que o mundo torne-se só de luz
Pela misericórdia do senhor
Para que eu morra na paz e no amor
Para que abençoe também o meu cavalo.


Poema - Terezinha de Jesus

Terezinha de Jesus
Miguel Arnildo Gomes

A dar meia volta sobre o espaço
Recobro os tempos da infância
Quando eu era ainda bem criança
E saía brincar á tardinha
Momentos em que também vinha
A surgir num de repente
Aquela miniatura de gente
Apelidada unicamente Maria Chiquinha

Era bela e por demais atraente
E também graciosa aquela guriazinha
Com a delicadeza que tinha
Que por vezes até me contaminava
Junto comigo brincava
A originar-se mil fantasias
Quando ninguém nos interferia.
Naquela alusão toda minha
Lhe chamava de minha rainha
No velho instinto de macho
Com inocência acariciava os cachos
Dos sedosos cabelos da Maria Chiquinha.

Jamais percebíamos a distância entre nós
Seu pai, um rico e conceituado estancieiro
Eu, na realidade, filho de um pobre posteiro
Que ganhava por dia apenas 7 mil réis
Enquanto o patrão hospedava-se em luxuosos hotéis
Nós comíamos apenas feijão mexido com banha e farinha
Pois era na realidade tudo, tudo o que se tinha
O que agradecíamos diariamente aos nossos pais.
Porque o pouco com Deus já muito nos satisfaz
Mas quando a Chiquinha chegava feliz e contente
A sentar-se a meu lado para comer com a gente
Sem perceber minhas bombachinhas rasgada atrás.

A proferir minha narrativa
É recorrer igualmente a própria etimologia
É relembrar com regozijo aquela guria
De onde me faltam inovados argumentos
 Onde na vida, em mágicos momentos
Busca-se a verdade em inovadas ficções.
Em fadas, em sonhos e notórias razões
Buscando o destino que não se desdobra
Por mais que se insista em ocultas manobras
Deus concede a todos nós o direito de sonhar
Para tudo na vida existe o seu lugar
Onde sempre realidades se estampam com sobras.

O laço do tempo desenrodilhou-se tão rapidamente
Foram oito, dez, doze anos talvez
Quando no entanto  chegou sua vez
A interpelar-me com certa desconfiança
A insinuar que já não era mais criança
Que eu deveria chamá-la pelo nome correto
Em que foi batizada e registrada por certo
Em uma determinada presunção a que se deduz
E uma certa arrogância a que me conduz.
Sem discrepância, diferença ou egoísmo
Comecei a chamá-la no entanto pelo nome de batismo
O que seria excepcionalmente Terezinha de Jesus.

No mistério mais profundo em que a vida nos envolve
Tudo se resolve como a natureza requer
Aquela guriazinha aos poucos tornou-se mulher
Com seios bonitos, cintura fininha.
Mas pra mim continuou sempre a mesma Chiquinha
A criar em minha mente milhões de fantasias
Em tê-la em meus braços pra sempre um dia
Onde a fé que nos move jamais se reduz
Em sólidas razões para que me propus
Em fantasiá-la ao meu lado feliz e tão bela
Com véu e grinalda adentrar a capela
Da Virgem Maria Senhora da Luz.

Mas o tempo gaudério galopou tão depressa
Onde me fiz ao relento rude domador
Na arte de tranças tornei-me doutor
Trabalhando com afinco, perfeição e esmero
Aprimorando rédeas, laços e aperos
Na respeitabilidade mais prepotente de um homem
Onde a afabilidade na humildade se consome
Derrubei no caminho minha própria identidade
Sem perder, no entanto a virtual dignidade
A constatar um dia Maria Chiquinha
Que eu sempre sonhei ser a minha eterna rainha
Preconceituosamente me chamar de guasqueiro

Rasqueteei meu malacara, joguei em riba o bacheiro
Coloquei o arreio, pelegos e me bandeei pra cidade
Em busca da dita e sonhada sociedade
Que seria o nosso centro de tradições
Onde entrei sem fazer menores alusões
Guardei meu chapéu, tirador, minha mala
Convidei a primeira prenda e fui para a sala
Dançando uma vaneira em grande estilo.
Entretanto escutei uma voz que dizia: - O que é aquilo?
Será que este pobre peão não conhece o seu lugar?
Ou mesmo ainda não deixou de ser vulgar?
Enxuguei então minhas lágrimas com o próprio pala.

Este rapaz é o guasqueiro do papai
Foram palavras que ressoaram em minha mente
Que até hoje as ouço frequentemente
Onde procurei assimilar com grande calma
Mesmo ferindo minha imperecível alma
Quando meus dias passaram a ser tristonhos.
A Maria Chiquinha hoje só mesmo a vejo em sonhos
Aquela estância pra mim tornou-se apenas história
Os lindos trançados ainda vagam em minha memória
Meu tirador, minhas botas, minha mala
Minhas bombachas, chapéu e meu pala
São resquícios de um passado que ainda mais se distancia.

Em caladas da noite em frequentes calmarias
Ainda com frequência recordo a minha Maria
Hoje a ilusória Chiquinha suponho
A notável Terezinha dos meus sonhos
Talvez sendo ela a brilhante estrela guria
Que nasce no horizonte radiante de luz
Mais a estrela Dalva que a todas vigia
Talvez seja a mais radiante das três marias
A minha eternamente sonhada Terezinha de Jesus.